Receber a informação de benefício indeferido INSS significa que o Instituto analisou o requerimento e concluiu que, naquele pedido, algum requisito necessário não foi comprovado.
Isso pode acontecer em diferentes benefícios, como aposentadoria, pensão por morte, benefício por incapacidade, salário-maternidade ou Benefício de Prestação Continuada.
Entretanto, uma decisão negativa não significa necessariamente que o segurado não tenha direito.
O indeferimento pode decorrer de documentação incompleta, erro no CNIS, ausência de informações, interpretação diferente dos documentos, falta de carência ou outros problemas que podem ser analisados posteriormente.
Por isso, diante de um benefício indeferido INSS, o primeiro passo é descobrir exatamente por que o pedido foi negado.
O que significa benefício indeferido INSS?
Um benefício indeferido INSS é um requerimento que foi analisado e negado.
Em outras palavras, o INSS entendeu que os requisitos necessários para conceder aquele benefício não foram preenchidos ou não foram suficientemente comprovados.
O motivo deve constar na decisão administrativa.
Indeferido significa negado?
Sim.
No contexto previdenciário, “indeferido” significa que o pedido não foi aceito.
Por isso, expressões como:
- benefício indeferido;
- benefício negado;
- pedido indeferido;
- requerimento não concedido;
normalmente indicam uma decisão desfavorável ao segurado.
Benefício indeferido é diferente de benefício suspenso?
Sim.
Essa diferença é importante.
O indeferimento ocorre quando um pedido é analisado e não é concedido.
A suspensão ocorre quando um benefício que já estava sendo pago é temporariamente interrompido.
Já a cessação representa o encerramento de um benefício que estava ativo.
Por isso, cada situação exige uma análise diferente.
Por que o INSS indefere benefícios?
Existem diversos motivos possíveis.
Entre os mais comuns estão:
- falta de documentos;
- carência insuficiente;
- perda da qualidade de segurado;
- tempo de contribuição não reconhecido;
- vínculo ausente no CNIS;
- atividade rural não comprovada;
- atividade especial não reconhecida;
- incapacidade não reconhecida;
- dependência econômica não comprovada;
- requisito etário não preenchido;
- inconsistências cadastrais.
O motivo específico deve ser conferido na decisão.
Como saber por que o benefício foi indeferido?
O segurado deve consultar a carta de decisão e, quando necessário, o processo administrativo.
Esses documentos podem indicar:
- fundamento da negativa;
- informações analisadas;
- documentos considerados;
- períodos reconhecidos ou rejeitados;
- conclusão do INSS.
Essa análise é importante antes de decidir entre recurso ou novo pedido.
Onde consultar a decisão do INSS?
A decisão pode ser consultada pelo Meu INSS.
Também é possível acompanhar o requerimento e acessar documentos relacionados ao processo.
Quando o motivo não estiver suficientemente claro, a cópia do processo administrativo pode ajudar.
Vale a pena pedir cópia do processo administrativo?
Pode ser muito útil.
O processo administrativo pode conter:
- CNIS analisado;
- documentos apresentados;
- exigências;
- laudos;
- pareceres;
- resultado de perícia;
- cálculos;
- fundamentos da decisão.
Isso permite identificar se houve erro, ausência de documento ou interpretação desfavorável.
Benefício indeferido INSS por falta de documentos: o que fazer?
Nesse caso, é necessário identificar quais documentos não foram apresentados ou foram considerados insuficientes.
Dependendo da situação, pode ser possível:
- apresentar recurso com os documentos;
- corrigir informações;
- complementar a prova;
- fazer novo requerimento.
O melhor caminho depende da fase do processo e do impacto sobre a data do benefício.
O INSS deve pedir documentos antes de negar?
Em diversas situações, o INSS pode abrir uma exigência quando entende que faltam informações necessárias à análise.
Entretanto, nem todo caso resulta obrigatoriamente em exigência.
Por isso, o segurado deve acompanhar o andamento do pedido e responder dentro dos prazos quando houver solicitação de documentos.
O que é cumprimento de exigência?
É a apresentação de informações ou documentos solicitados pelo INSS durante a análise do pedido.
O requerente deve verificar:
- o que foi solicitado;
- prazo;
- formato do documento;
- se a informação realmente responde à exigência.
Uma resposta incompleta pode não solucionar o problema.
Benefício indeferido por erro no CNIS pode ser corrigido?
Pode.
O CNIS pode conter problemas como:
- vínculos ausentes;
- datas incorretas;
- remunerações faltando;
- contribuições sem identificação;
- indicadores de pendência.
Quando esses erros afetam o direito ao benefício, pode ser necessário apresentar documentos para corrigir o cadastro.
Quais documentos podem corrigir o CNIS?
Dependendo da divergência, podem ser utilizados:
- Carteira de Trabalho;
- contracheques;
- contratos;
- fichas de registro;
- recibos;
- guias de contribuição;
- documentos empresariais;
- decisões trabalhistas.
A prova necessária depende do tipo de erro.
Empresa não recolheu INSS. O benefício pode ser indeferido?
Pode haver problemas no cadastro, mas o empregado não deve ser automaticamente prejudicado pelo descumprimento do empregador quando o vínculo é devidamente comprovado.
Por isso, uma negativa baseada em ausência de recolhimento precisa ser analisada junto com os documentos do vínculo.
Benefício indeferido por falta de carência: o que significa?
Carência é a quantidade mínima de contribuições exigidas para determinados benefícios.
Cada benefício possui suas próprias regras.
Por isso, o INSS pode negar o pedido quando entende que o segurado não alcançou o número necessário de contribuições.
Toda aposentadoria exige a mesma carência?
Não.
As modalidades previdenciárias possuem requisitos próprios.
A aposentadoria programada, por exemplo, possui carência específica.
Benefícios por incapacidade também possuem regras próprias e hipóteses de dispensa de carência.
Por isso, não se deve aplicar uma única regra a todos os benefícios.
Benefício por incapacidade pode ser indeferido por carência?
Pode.
Em regra, auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente exigem 12 contribuições.
Entretanto, a legislação prevê hipóteses de dispensa.
Por isso, a causa da incapacidade precisa ser analisada.
Benefício indeferido por perda da qualidade de segurado: o que fazer?
É necessário verificar quando ocorreu a última contribuição e se a pessoa ainda estava dentro do período de graça.
A qualidade de segurado pode permanecer por algum tempo mesmo sem novos recolhimentos.
Além disso, determinadas situações podem ampliar esse período.
O que é período de graça?
É o período em que a pessoa continua protegida pelo INSS mesmo sem contribuir.
A duração depende do histórico previdenciário e de determinadas circunstâncias.
Por isso, uma pessoa desempregada pode continuar com qualidade de segurado por algum tempo.
Benefício indeferido porque a pessoa estava desempregada está correto?
Não necessariamente.
Desemprego não significa perda imediata da proteção previdenciária.
É preciso verificar a data da última contribuição e o período de graça.
Aposentadoria pode ser indeferida?
Sim.
Entre os motivos possíveis estão:
- idade insuficiente;
- tempo de contribuição insuficiente;
- carência incompleta;
- período rural não reconhecido;
- atividade especial rejeitada;
- vínculo ausente;
- contribuição em atraso não validada;
- regra de transição não preenchida.
Por isso, o processo precisa ser conferido antes de um novo pedido.
O INSS pode negar aposentadoria mesmo com o simulador dizendo que tenho direito?
Pode.
O simulador é apenas uma ferramenta baseada nos dados disponíveis.
Ele pode não identificar corretamente:
- períodos especiais;
- atividade rural;
- contribuições com pendência;
- vínculos ausentes;
- tempo público;
- serviço militar.
Por isso, simulação e decisão administrativa não são a mesma coisa.
Benefício por incapacidade pode ser indeferido?
Pode.
Uma das causas mais comuns é a conclusão de que não existe incapacidade para o trabalho.
A pessoa pode ter uma doença comprovada e ainda assim receber decisão desfavorável se o INSS entender que possui capacidade laboral.
Ter uma doença garante benefício por incapacidade?
Não.
O benefício depende da incapacidade, não apenas do diagnóstico.
É necessário analisar como a doença afeta a profissão e as atividades exercidas.
O laudo médico pode ser insuficiente?
Pode.
Um laudo que apenas informa diagnóstico e CID pode não explicar adequadamente por que a pessoa não consegue trabalhar.
Documentos mais completos podem indicar:
- limitações;
- prognóstico;
- tratamento;
- evolução;
- necessidade de afastamento;
- relação entre a doença e a profissão.
Pensão por morte pode ser indeferida?
Pode.
Entre os motivos estão:
- qualidade de segurado do falecido não reconhecida;
- união estável não comprovada;
- dependência econômica não demonstrada quando exigida;
- documentação insuficiente;
- ausência de enquadramento como dependente.
Cada classe de dependentes possui regras próprias.
União estável pode gerar benefício indeferido INSS?
Pode haver negativa quando o INSS entende que a relação não foi suficientemente comprovada.
Por isso, documentos contemporâneos ao relacionamento podem ser relevantes.
A análise depende das provas apresentadas.
BPC pode ser indeferido?
Pode.
O BPC possui requisitos relacionados à idade ou deficiência e à situação socioeconômica.
O pedido pode ser negado quando o INSS entende que algum desses requisitos não foi preenchido.
BPC negado por renda pode ser contestado?
Pode haver situações em que a composição da renda foi calculada de forma inadequada ou existem elementos socioeconômicos que precisam de análise mais aprofundada.
Por isso, a decisão deve ser examinada antes de concluir que não existe direito.
Atividade rural não reconhecida pode causar indeferimento?
Pode.
Quando o segurado depende do tempo rural para preencher os requisitos da aposentadoria, a rejeição desse período pode levar à negativa.
Nesse caso, é importante verificar quais documentos foram considerados.
Quais documentos ajudam a provar atividade rural?
Podem ser relevantes:
- documentos de propriedade ou posse;
- notas fiscais;
- registros sindicais;
- certidões;
- documentos escolares;
- registros de produção;
- contratos rurais;
- documentos de familiares.
A documentação necessária depende da categoria e do período.
Atividade especial não reconhecida pode causar benefício indeferido INSS?
Pode.
Um segurado pode precisar de determinado período especial para:
- aposentadoria especial;
- conversão em tempo comum de período antigo;
- completar regra de transição.
Se o INSS rejeitar o período, o pedido pode ser negado.
Por que atividade especial é recusada?
Alguns motivos possíveis são:
- PPP incompleto;
- agente nocivo não reconhecido;
- exposição considerada insuficiente;
- documento sem informação técnica;
- EPI;
- inconsistências no período;
- ausência de formulário adequado.
Por isso, o PPP deve ser analisado cuidadosamente.
Empresa fechada impede reconhecer atividade especial?
Não necessariamente.
Quando a empresa não existe mais, podem ser buscadas outras formas de prova, dependendo do caso.
Laudos antigos, documentos ambientais, processos trabalhistas e perícias por similaridade podem assumir importância.
Salário-maternidade pode ser indeferido?
Pode.
O pedido pode ser negado por questões relacionadas à qualidade de segurada, documentação do fato gerador ou enquadramento previdenciário.
As regras atuais precisam ser aplicadas conforme a categoria da segurada.
Auxílio-reclusão pode ser indeferido?
Pode.
Esse benefício exige requisitos específicos relacionados ao segurado preso e aos dependentes.
Carência, renda, regime de cumprimento e qualidade de segurado são alguns dos pontos analisados.
Benefício indeferido INSS significa que não posso tentar novamente?
Não.
Existem diferentes caminhos depois de uma negativa.
Pode ser possível:
- recorrer;
- apresentar documentos;
- corrigir cadastro;
- fazer novo pedido;
- discutir judicialmente.
O caminho depende do motivo da decisão.
Benefício indeferido INSS: posso recorrer?
Sim.
O recurso administrativo é o instrumento utilizado para contestar uma decisão do INSS.
O Recurso Ordinário é encaminhado às Juntas de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social.
Qual o prazo para recorrer de benefício indeferido INSS?
Em regra, o prazo para apresentar Recurso Ordinário é de 30 dias contados da ciência da decisão.
Por isso, é importante verificar quando o segurado tomou conhecimento do indeferimento.
Onde apresentar o recurso?
O recurso pode ser solicitado pelos canais oficiais.
Entre eles:
- Meu INSS;
- aplicativo Meu INSS;
- telefone 135.
O serviço utilizado inicialmente é o Recurso Ordinário.
Precisa de advogado para recurso do INSS?
Não.
O próprio segurado pode apresentar recurso administrativo.
Entretanto, isso não significa que todos os casos sejam simples.
Quando existem questões técnicas de cálculo, tempo especial, incapacidade, períodos rurais ou direito adquirido, uma análise jurídica pode ajudar a identificar o fundamento correto.
Quem julga o recurso?
O Recurso Ordinário é julgado por uma Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social.
O CRPS é responsável pelo julgamento dos recursos administrativos contra decisões do INSS.
O recurso é analisado pelo próprio INSS?
O INSS pode reanalisar a situação antes do encaminhamento.
Entretanto, o julgamento do Recurso Ordinário compete à Junta de Recursos.
O que escrever no recurso?
O recurso deve enfrentar o motivo da decisão.
Por exemplo:
Se o problema foi tempo de contribuição, devem ser demonstrados os períodos ausentes.
Se foi incapacidade, devem ser apresentados elementos médicos e profissionais.
Se foi dependência, devem ser reunidos documentos que comprovem a relação.
Por isso, um recurso genérico tende a ser menos útil.
Posso apresentar novos documentos no recurso?
Sim.
As orientações oficiais permitem juntar documentos que sustentem os argumentos apresentados.
Por isso, uma negativa por falta de prova pode, em determinadas situações, ser enfrentada com documentação complementar.
Recurso Ordinário e Recurso Especial são iguais?
Não.
O Recurso Ordinário é a primeira forma de contestação contra a decisão do INSS.
Se a Junta de Recursos também emitir decisão desfavorável, pode caber Recurso Especial nas situações previstas.
O Recurso Especial é julgado pelas Câmaras de Julgamento do CRPS.
Qual o prazo do Recurso Especial?
O prazo administrativo informado pelo INSS é de 30 dias após a ciência da decisão que se pretende contestar.
O que acontece se eu perder o prazo do recurso?
O recurso pode ser considerado intempestivo.
Isso significa que foi apresentado depois do prazo.
Mesmo assim, a existência de outra medida possível depende da situação concreta, como novo requerimento ou eventual discussão judicial.
Benefício indeferido: recurso ou novo pedido?
Não existe uma resposta única.
O recurso busca modificar a decisão anterior.
O novo pedido inicia outro processo.
Essa diferença é importante porque as datas podem influenciar valores retroativos e requisitos previdenciários.
Quando o recurso pode ser melhor?
Pode ser mais relevante quando o segurado entende que já tinha direito na data do primeiro pedido.
Se o indeferimento for revertido, pode haver reconhecimento do benefício desde uma data anterior.
Por isso, abandonar automaticamente o primeiro requerimento pode ser prejudicial.
Quando fazer novo pedido pode ser melhor?
Pode fazer sentido quando surgem fatos novos.
Por exemplo:
- novo período de contribuição;
- idade completada posteriormente;
- agravamento da doença;
- nova documentação;
- novo tempo rural;
- requisito preenchido depois da primeira decisão.
Nesse caso, o novo requerimento pode tratar de uma situação diferente.
É possível fazer novo pedido enquanto há recurso?
Pode haver situações de coexistência, especialmente quando os pedidos discutem períodos ou fatos distintos.
Entretanto, é importante evitar processos duplicados sem estratégia.
Meu benefício foi indeferido porque ainda faltava idade. Posso pedir novamente depois?
Sim.
Quando o requisito é preenchido depois da primeira decisão, um novo requerimento pode ser necessário.
Nesse caso, o primeiro indeferimento pode ter sido correto conforme os requisitos existentes naquele momento.
Benefício indeferido por documento faltando: é melhor recurso ou novo pedido?
Depende.
Se o segurado já possuía direito na data do primeiro requerimento e apenas faltou demonstrá-lo adequadamente, recorrer pode preservar uma data mais antiga.
Entretanto, cada caso precisa ser analisado.
Benefício indeferido INSS pode ser discutido na Justiça?
Pode.
Quando existe negativa administrativa e o segurado entende que os requisitos estavam preenchidos, pode haver possibilidade de ação judicial.
O Judiciário fará sua própria análise dos fatos e das provas.
Preciso recorrer ao CRPS antes de entrar na Justiça?
Não existe obrigação geral de esgotar todas as instâncias administrativas antes da judicialização.
Entretanto, normalmente deve existir um requerimento administrativo prévio para caracterizar a controvérsia com o INSS.
A estratégia depende do caso.
A Justiça pode conceder benefício negado pelo INSS?
Pode.
Se as provas demonstram que os requisitos eram preenchidos, o Judiciário pode reconhecer o direito.
Isso pode ocorrer em aposentadorias, benefícios por incapacidade, pensões, BPC e outras situações, conforme o caso.
Perícia judicial pode mudar decisão do INSS?
Pode.
Nos processos envolvendo incapacidade ou deficiência, pode ser realizada avaliação judicial independente.
O perito judicial não está vinculado à conclusão da perícia administrativa.
O juiz é obrigado a seguir o resultado da perícia do INSS?
Não.
A decisão administrativa é uma prova dentro do contexto da discussão.
O Judiciário pode analisar outras provas e produzir perícia própria.
Benefício indeferido e depois concedido gera retroativos?
Pode gerar.
Se o recurso ou a decisão judicial reconhecer que o direito existia desde uma data anterior, podem ser devidos valores retroativos.
A data exata depende do benefício e do caso.
Fazer novo pedido pode reduzir os valores retroativos?
Pode.
Se a pessoa abandona a discussão do primeiro indeferimento e obtém o benefício apenas em um novo pedido, o pagamento pode começar a partir da nova data.
Por isso, essa escolha deve ser avaliada antes.
Como saber se o benefício indeferido INSS estava errado?
É necessário comparar a decisão com os requisitos legais e os documentos existentes no momento do pedido.
Algumas perguntas importantes são:
- o requisito realmente estava preenchido?
- algum período foi ignorado?
- houve erro no CNIS?
- faltou documento?
- a regra correta foi aplicada?
- a perícia considerou a profissão?
- o vínculo previdenciário estava ativo?
A resposta depende do benefício solicitado.
Erro do próprio INSS pode causar indeferimento?
Pode.
Sistemas administrativos utilizam muitas informações cadastrais.
Erros de dados, vínculos, remunerações ou interpretação podem influenciar o resultado.
Por isso, uma decisão administrativa não deve ser considerada infalível.
Simulador dizendo uma coisa e INSS outra significa erro?
Não necessariamente.
O simulador não realiza a mesma análise de um processo de concessão.
Ele utiliza os dados disponíveis e pode não considerar questões que precisam de avaliação documental.
A carta de indeferimento precisa ser guardada?
Sim.
Ela é importante para identificar:
- fundamento;
- data da decisão;
- prazo de recurso;
- número do requerimento.
Também pode ser necessária em análises futuras.
Devo guardar o protocolo do pedido?
Sim.
Protocolos ajudam a comprovar quando determinado requerimento foi apresentado.
Essa data pode ter efeito financeiro importante.
Benefício indeferido há muitos anos ainda pode ser discutido?
Depende.
Prazos administrativos, judiciais e efeitos financeiros podem limitar discussões antigas.
Por isso, decisões muito antigas precisam ser analisadas individualmente.
Posso pedir o mesmo benefício várias vezes?
Pode haver novos requerimentos se os requisitos ou fatos mudaram.
Entretanto, repetir pedidos idênticos sem resolver o motivo da negativa pode resultar em novos indeferimentos.
Vale a pena corrigir os documentos antes de pedir novamente?
Sim.
Se a primeira negativa revelou um problema documental, repetir o pedido sem corrigir esse problema tende a manter a dificuldade.
Como organizar documentos depois de um benefício indeferido?
Pode ser útil separar:
- decisão do INSS;
- processo administrativo;
- CNIS;
- documentos pessoais;
- documentos específicos do benefício;
- documentos novos;
- comprovantes de períodos;
- laudos, quando houver.
Depois, deve-se relacionar cada documento com o motivo da negativa.
O que não fazer depois de um benefício indeferido INSS?
Alguns erros podem prejudicar a análise:
- ignorar a carta de decisão;
- perder o prazo do recurso;
- fazer novo pedido imediatamente sem compreender a negativa;
- apresentar recurso genérico;
- deixar de conferir o CNIS;
- não guardar protocolos;
- repetir documentos que já foram considerados insuficientes;
- confundir indeferimento com suspensão.
Posso recorrer pelo Meu INSS?
Sim.
O próprio INSS informa que o Recurso Ordinário pode ser solicitado pelo Meu INSS.
O interessado deve localizar o serviço de recurso e anexar as razões e os documentos necessários.
O recurso é totalmente online?
O serviço pode ser realizado pela internet.
O INSS também disponibiliza a Central 135 como canal de atendimento.
Quanto tempo demora para julgar o recurso?
Não existe garantia de decisão imediata.
O próprio CRPS possui prazos regimentais para tramitação, e determinados processos podem exigir diligências ou novas análises.
Por isso, o tempo concreto varia.
O CRPS pode pedir mais documentos?
Pode.
O processo pode ser convertido em diligência para complementação da instrução, correção de falhas ou obtenção de informações necessárias.
O INSS pode mudar a decisão antes do julgamento do recurso?
Pode haver reanálise administrativa antes do processo seguir para julgamento.
Se o próprio INSS reconhecer o direito, a situação pode ser revista.
Benefício indeferido INSS pode ocorrer por erro de contribuição como autônomo?
Pode.
Contribuições com código incorreto, pagamento abaixo do mínimo ou recolhimentos em atraso podem gerar pendências.
Essas situações precisam ser regularizadas conforme a categoria previdenciária.
Contribuição abaixo do mínimo pode causar problema?
Pode.
Competências com contribuição inferior ao mínimo podem exigir ajustes para produzir determinados efeitos previdenciários.
Por isso, elas devem ser conferidas antes do pedido.
Contribuição atrasada sempre conta?
Não.
A validade depende da categoria, período e comprovação da atividade.
Pagar uma guia atrasada não garante automaticamente que ela produzirá carência e tempo da forma desejada.
Benefício indeferido porque faltava tempo especial pode ser revisto?
Pode.
Se existem PPP, LTCAT ou outras provas capazes de demonstrar o período, a decisão pode ser contestada.
É importante identificar exatamente por que o INSS rejeitou o enquadramento.
Benefício indeferido porque faltava tempo rural pode ser revisto?
Pode.
Novos documentos, correção da autodeclaração ou outras provas podem alterar a análise.
Entretanto, é necessário observar as regras aplicáveis ao período rural.
Benefício indeferido por falta de união estável pode ser revisto?
Pode.
Se existem provas capazes de demonstrar a união na época relevante, elas podem ser apresentadas na contestação.
Benefício indeferido por incapacidade não reconhecida pode ser revisto?
Pode.
Relatórios médicos, exames, histórico de tratamento e uma análise da profissão podem sustentar a contestação.
Também pode haver nova avaliação administrativa ou judicial conforme o caminho escolhido.
Aposentadoria negada pode ser concedida depois com valor retroativo?
Pode, quando ficar reconhecido que os requisitos já estavam preenchidos na data do primeiro requerimento e as regras permitirem o pagamento desde aquela data.
Esse é um dos motivos pelos quais o primeiro indeferimento deve ser analisado antes de protocolar outro pedido.
Benefício indeferido INSS precisa de advogado?
Não obrigatoriamente para o recurso administrativo.
O segurado pode recorrer sozinho.
Entretanto, uma análise técnica pode ser útil em casos que envolvem interpretação de regras, provas complexas ou escolha entre recurso e novo requerimento.
Afinal, o que fazer com benefício indeferido INSS?
Diante de um benefício indeferido INSS, o primeiro passo é identificar o motivo da negativa.
A decisão pode estar relacionada a falta de documentos, carência, qualidade de segurado, erro no CNIS, tempo de contribuição, atividade especial, incapacidade, dependência ou outros requisitos.
Depois disso, é possível avaliar se o melhor caminho é complementar a documentação, corrigir informações, apresentar recurso administrativo, formular um novo pedido ou discutir a decisão judicialmente.
O Recurso Ordinário contra decisões do INSS deve ser apresentado, em regra, no prazo de 30 dias após a ciência da decisão.
Ele é encaminhado às Juntas de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social e pode incluir novos documentos e argumentos.
Entretanto, apresentar recurso não é automaticamente a melhor estratégia em todos os casos.
Quando o direito surgiu apenas depois da primeira negativa, um novo pedido pode ser mais adequado.
Por outro lado, quando o segurado já cumpria os requisitos na data do requerimento inicial, preservar essa discussão pode ser importante inclusive para possíveis valores retroativos.
Por isso, diante de um benefício indeferido INSS, é importante analisar a decisão, o processo administrativo e os documentos antes de escolher a próxima medida.
Cada caso tem suas particularidades. Por isso, é importante contar com orientação jurídica especializada.
Acompanhe mais informações sobre benefícios previdenciários e decisões do INSS no blog da Bogo Advocacia.




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