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quarta-feira, 09 outubro 2019 / Published in Previdenciário

Quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez?

Quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez

Quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez? Não existe um prazo fixo para essa mudança. O benefício temporário não se transforma automaticamente em aposentadoria depois de alguns meses ou anos. O que determina a concessão é a constatação de incapacidade permanente para o trabalho e a impossibilidade de reabilitação profissional.

Atualmente, os nomes oficiais dos benefícios são auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente. Neste conteúdo, utilizamos também auxílio-doença e aposentadoria por invalidez porque essas expressões continuam sendo amplamente pesquisadas e conhecidas pelos segurados.

Quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez no INSS?

Não existe um número determinado de meses ou anos.

O segurado não precisa receber auxílio-doença por dois anos, por exemplo, para somente depois ter direito à aposentadoria. Também não existe uma conversão automática quando determinado período de afastamento é completado.

O que importa é a natureza da incapacidade.

Se a perícia concluir que o segurado está permanentemente incapacitado para o trabalho e não pode ser reabilitado para outra atividade profissional, pode existir direito à aposentadoria por incapacidade permanente.

Por outro lado, enquanto houver perspectiva de recuperação ou possibilidade de reabilitação, o benefício temporário pode continuar sendo o mais adequado.

Auxílio-doença vira aposentadoria por invalidez depois de dois anos?

Não. Essa é uma informação antiga que ainda causa bastante confusão.

Não existe uma regra determinando que o auxílio-doença seja automaticamente convertido em aposentadoria por invalidez depois de dois anos.

Uma pessoa pode receber o benefício temporário durante um período prolongado caso permaneça incapacitada, mas ainda exista perspectiva de recuperação.

Também pode ocorrer o contrário. Se a incapacidade permanente e a impossibilidade de reabilitação forem reconhecidas, não é necessário esperar dois anos para que a aposentadoria seja analisada.

Quando é possível transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez?

A mudança pode ocorrer quando a incapacidade deixa de ser considerada temporária e passa a apresentar caráter permanente.

Além disso, não basta estar impossibilitado de exercer a profissão atual. Para a aposentadoria por incapacidade permanente, também é analisada a possibilidade de reabilitação para outra atividade profissional.

Por isso, doença e incapacidade não são sinônimos para fins previdenciários.

Uma pessoa pode possuir uma doença grave e ainda conseguir trabalhar. Da mesma maneira, uma condição que aparentemente não seja tão grave pode provocar limitações significativas dependendo da profissão exercida.

É necessário receber auxílio-doença antes da aposentadoria?

Não.

Embora seja comum que a aposentadoria por incapacidade permanente seja concedida após um período de auxílio por incapacidade temporária, essa sequência não é obrigatória.

Durante a avaliação médico-pericial, pode ser constatado desde o início que a incapacidade possui caráter permanente e que não existe possibilidade de reabilitação profissional.

Por isso, o tempo recebendo auxílio-doença não funciona como requisito para a aposentadoria.

Como o INSS avalia se a incapacidade é permanente?

A análise considera principalmente as consequências da condição de saúde sobre a capacidade profissional.

Laudos, relatórios, exames e prontuários podem demonstrar a evolução da doença, tratamentos realizados, limitações existentes e prognóstico.

A profissão também importa.

Uma limitação física pode impedir completamente o exercício de determinada atividade e ter repercussões diferentes em outra profissão. Por isso, a avaliação não deve considerar apenas o diagnóstico médico.

Quais documentos ajudam a comprovar a incapacidade permanente?

Os documentos médicos devem estar atualizados e, sempre que possível, apresentar informações detalhadas sobre o quadro clínico.

Relatórios que descrevem limitações funcionais, tratamentos já realizados, resposta do paciente e prognóstico oferecem mais informações do que documentos que apresentam apenas o nome da doença.

Exames, receitas, prontuários e comprovantes de tratamentos também podem complementar a documentação.

O objetivo é demonstrar como a condição interfere concretamente na capacidade de trabalho.

A possibilidade de reabilitação interfere na aposentadoria?

Sim. Esse é um dos pontos centrais da análise.

Mesmo quando o segurado não consegue retornar à profissão que exercia anteriormente, pode existir possibilidade de reabilitação para outra atividade compatível com suas limitações.

Nesse cenário, a aposentadoria por incapacidade permanente pode não ser concedida.

Por isso, a análise considera não apenas se o trabalhador consegue retornar ao emprego anterior, mas também se existem condições para exercer outra atividade profissional.

O valor aumenta quando o auxílio-doença vira aposentadoria por invalidez?

Não necessariamente.

A Reforma da Previdência modificou as regras de cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente.

Por isso, a ideia de que a aposentadoria por invalidez sempre corresponde a 100% do salário de benefício e necessariamente paga mais que o auxílio-doença está desatualizada.

O cálculo depende da situação previdenciária, do histórico contributivo e da origem da incapacidade.

Nos casos relacionados a acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, existem regras específicas.

Portanto, a possível conversão não deve ser analisada somente pela expectativa de aumento no valor recebido.

O que acontece se o INSS não reconhecer a incapacidade permanente?

Existem diferentes possibilidades.

O INSS pode concluir que a incapacidade ainda é temporária e manter o benefício correspondente. Também pode entender que o segurado recuperou a capacidade para o trabalho e determinar a cessação.

Quando o segurado discorda da decisão, é necessário analisar a justificativa apresentada pelo INSS e a documentação médica disponível.

Dependendo da situação, pode existir possibilidade de recurso administrativo ou discussão judicial.

Quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez após a perícia?

Também não existe um prazo único aplicável a todos os segurados.

É importante separar duas questões.

A primeira é quanto tempo o trabalhador precisa permanecer em auxílio-doença antes de ter direito à aposentadoria. Para isso, não existe período mínimo predeterminado.

A segunda é quanto tempo o INSS demora para analisar e concluir o procedimento. Esse prazo pode variar conforme a necessidade de perícia, documentação apresentada e andamento administrativo.

Portanto, não é possível estabelecer que a transformação ocorrerá necessariamente em determinado número de dias ou meses.

Afinal, quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez?

Não existe prazo fixo. A aposentadoria não é concedida simplesmente porque o segurado recebeu auxílio-doença durante determinado período.

Para entender quanto tempo leva para transformar auxílio-doença em aposentadoria por invalidez, é necessário considerar principalmente a evolução da incapacidade e a possibilidade de reabilitação profissional.

Quando a incapacidade é reconhecida como permanente e não existe possibilidade de reabilitação para outra atividade, pode haver direito à aposentadoria por incapacidade permanente.

Cada caso tem suas particularidades. Por isso, é importante contar com orientação jurídica especializada para analisar os documentos médicos, o histórico profissional e a situação previdenciária.

Tagged under: advogado previdenciário, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, inss

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